sábado, 11 de abril de 2015

O SISTEMA DE CHACRAS

    Como é que a energia pode vibrar verdadeiramente se estes três campos funcionam em distintas ban-
das de frequência e giram em proporções igualmente diferentes?

    É aqui que os chacras entram na história.

    Os chacras são, não só transformadores da frequência energética, mas também – e por direito próprio –
locais de armazenamento.

    Existem muitas descrições dos chacras mas poucas explicam qual é, verdadeiramente, a sua função.
    Suponhamos que algo de grandioso está a ocorrer num dos teus campos. Por exemplo: um poderoso
influxo de energia sexual porque te preparas para fazer amor. Neste caso, o segundo chacra, que está
especialmente sintonizado com esta frequência, transforma a energia do campo que se encontra excitado
(espiritual, mental ou emocional) em frequências capazes de activar as dos outros campos. Em conse-
quência disto, às tantas, todos os três campos entram em vibração com essa energia sexual.

    Outro exemplo: suponhamos que alguém surge para ameaçar a tua sobrevivência. Este é um «caso»
para o primeiro chacra, o qual irá sintonizar-se:

- com o pensamento de perigo (do corpo mental) que está relacionado com a situação;
- com o sentimento de raiva (do corpo emocional) em relação a quem está a ameaçar-te.

   Então, perante este quadro, desatas a enviar mensagens de perigo para os outros campos. Se eles esti-
verem alinhados, responderão prontamente e actuarão no sentido de te livrar do apuro; se estiverem
desalinhados... ficarás confundido e atordoado: o teu corpo mental pensará «Vou convencer o assaltante a
não me agredir»; o corpo emocional sentirá: «Isto faz-me lembrar quando o meu pai me ameaçava»; e o
corpo físico gritará: «Desanda daqui e salva a tua vida!»

   Estamos muito agradecidos a Ariel por ter trazido ao planeta a técnica do «Chacra Unificado», uma vez
que, mediante este processo, todos vocês serão capazes de, literalmente, expandir o chacra do coração
até que envolva todos os outros. Tal como veremos na Segunda Parte, o Chacra Unificado e os campos de
energia alinhados são de crucial importância, não só para a sobrevivência, mas também – o que é o mais
importante – como ferramentas vitais para poder ascender.

   Assim, em certo nível, tu és constituído por três campos cada um dos quais consiste em energia vibran-
do sob inumeráveis frequências diferentes. Cada campo comporta ou apoia certas frequências das ondas
estacionárias e, simultaneamente, actua como antena transmissora e receptora.

   A combinação de frequências e de amplitudes relativas é única para cada pessoa e, de um ponto de vis-
ta mais amplo, define quem tu és como um corpo e como uma personalidade. Esta combinação ou «assina-
tura energética» caracteriza-te individualmente, tal como o timbre de um instrumento musical o distingue
de todos os outros, ainda que sejam do mesmo tipo.

   As energias dos três corpos interagem entre si sob formas indescritivelmente complexas: os pensamen-
tos afectam o campo físico e emocional; as emoções interferem com os pensamentos e o corpo físico, etc.

   Vimos atrás que o conjunto dos teus campos energéticos pessoais podia entrar em ressonância com ou-
tros dois tipos de campos:

1) o das outras pessoas que se encontram por perto;
2) o da realidade de consenso de todo o planeta.

   Vejamos o primeiro caso.

   Cada pessoa que encontras apresenta o seu próprio show energético. Imagina que, um dia, resolves dar
um passeio pelas redondezas. Sentes-te bem disposto, positivo, confiante, sem medo e apetece-te ser
gentil para toda a gente. Então, de repente, encontras um velho amigo que se sente muitíssimo preocupa-
do e furioso porque acaba de ser despedido.

   O que é que acontece quando os vossos campos energéticos se misturam?

   O que acontece é que o corpo emocional do teu amigo está a transmitir medo e o corpo mental dele
está entretido a disparar formas de pensamento negativas. Entretanto, os teus campos, é claro, estão a
captar tudo isso. Ora, qualquer frequência «medo» que entre nos teus campos começa a zunir, sendo pro-
vável que comece a formar-se uma onda estacionária. Todavia, tu também transmites vibrações para os
campos do teu amigo; e, como estás bem disposto, é bem provável que uma energia de elevada frequên-
cia ressoe nele e faça com que, passado um bocado, comece a sentir-se melhor.

   O resultado real de uma interacção deste tipo seria impossível de determinar até hoje, porque tu des-
conhecias muitas destas coisas que temos estado a abordar; todavia, a partir de agora é bem diferente.

   Vejamos: tu não és responsável pelo que acontece dentro dos campos energéticos do teu amigo, ainda
que possas saber o que está a ocorrer neles... mas és totalmente responsável pelo que acontece dentro
dos teus próprios campos!

   Se te encontras com um amigo que se sente miserável, decerto não será um acto de mestria permiti-
res-te absorver essa energia até ao ponto de começares a ressoar nessa frequência... a menos que preci-
ses de uma boa choradeira para descarregar algum velho desgosto das tuas células!

Tu és responsável pelos resultados de te permitires entrar em ressonância negativa com os outros!

    A Segunda Parte deste livro contém algumas sugestões que te possibilitarão detectar ondas estacioná-
rias nos outros, para que possas proteger-te dos efeitos delas.

   Este género de situação é fácil de detectar e de lidar quando comparada com o segundo tipo de cam-
po, isto é, a realidade de consenso do planeta, porque estás totalmente imerso nela... tal como um peixe
dentro do oceano.

   Como já deves ter reparado, só te apercebes da presença do ar quando ele está cheio de poluição ou
há nevoeiro. Ora, o campo energético que contém a energia da realidade de consenso é muito menos evi-
dente do que isso, especialmente se vives dentro dele desde sempre. Trata-se de um campo que forma
uma enorme esfera à tua volta e à volta do planeta, tal como acontece com o ar... só que é muito menos
benéfica! Assim, da mesma forma que, cada vez que inalas ou exalas, compartilhas um pouco de ar com
todos os outros seres deste planeta, cada vez que tens um pensamento ou sentes uma emoção também
compartilhas essas energias com a realidade de consenso.

   E isto ocorre sem que ninguém faça nada de especial. Até quando estás em casa, tranquilamente, sen-
tado na sala a ler um livro, estás imerso nessa coisa... tal como, neste momento, as ondas de rádio de
todas as estações emissoras estão a inundar os teus corpos!

   Alerto-te para o seguinte: a década de 1990 vai ser dura; será cada vez mais dura à medida que as pes-
soas começarem a atarefar-se no sentido de aproveitar os últimos anos que lhes restam para se libertarem
do lixo dos seus campos energéticos e resolver quer o seu karma pessoal, quer o que as liga aos outros.
Assim sendo, a última coisa que, por certo, tu quererás fazer será sintonizar ao «canal do consenso»,
sabendo que esse canal só passará filmes de terror!

   É uma excelente ideia abandonar o hábito de ver as notícias na TV e, também, de aprender a ser selec-
tivo em relação aos jornais.

   Quando não vires diferença nenhuma entre o Telejornal e um filme cheio de crimes e de sangue...
chegou o momento de pores a televisão de lado!

   Mais: as notícias, em vez de se tornarem mais aceitáveis, tornar-se-ão cada vez mais alienantes, à me-
dida em que as pessoas desejam saber o que se passa com aqueles desgraçados que, no mundo lá fora,
vivem pior do que elas!

   Não estou a sugerir que te tornes insensível aos filmes de horror realizados pelo karma, isto é, aquilo a
que muito boa gente chama «as suas vidas». No entanto, elas acreditam ser vítimas de um mundo «louco»
e que é só uma questão de tempo até que um avião se esborrache no seu telhado ou que um autocarro
desgovernado lhes entre pela casa dentro. Melhor será que te apercebas que tal gente está a criar uma
realidade que, de todo, tu não desejas compartilhar!


   Bem pelo contrário, não tardarás a aperceber-te de que já não «sintonizas» com esse tipo de pessoas,
e que, muito simplesmente, passaste a gravitar noutra esfera... na companhia de outros professores! Se
aceitas que o Universo é benigno e que o teu eu-espiritual te ajudará no processo da ascensão, decerto
recusarás a energia do «bom, eu posso ser o próximo!» que preside à realidade de consenso do planeta.

   Repetindo: na Segunda Parte deste livro encontrarás algumas sugestões que te ajudarão a desligares-te
da pegajosa realidade de consenso e a ligares-te com a gloriosa realidade que o ESPÍRITO está a manifes-
tar no teu planeta.

   O Planeta Terra é único, quer no que respeita à sua densidade, quer no que toca à percepção, quase
geral, que os seus habitantes têm de estarem separados do ESPÍRITO. Em nenhum outro lugar, e em
nenhum outro planeta, a densificação da energia e a separação do ESPÍRITO foram levadas tão longe como
no Planeta Terra.

   Assim foi porque, enquanto ESPÍRITO, vocês concordaram em realizar uma experiência colectiva
para ver até que ponto poderiam afastar-se da Fonte, até onde poderiam levar a «separação».

A boa notícia é que tal experiência foi um êxito retumbante e terminou.

Chegou o momento de desmontar o laboratório e voltar para casa.

Assim sendo, vamos dar uma olhadela à forma como tudo começou.

Como é que tudo isto aconteceu?