domingo, 12 de abril de 2015

RESSONÂNCIA II - O ALINHAMENTO COM O ESPÍRITO

   A primeira pergunta seria: por que ainda não estou em contacto pleno com o ESPÍRITO, se essa é a
minha natureza?

   Há aqui uma questão pela qual te deves sentir responsável, embora não culpado: no instante em que
nasceste e entraste dentro desta realidade, fizeste, enquanto ESPÍRITO, uma das coisas mais difíceis e
dolorosas que há no Universo: encarnar no Planeta Terra! Em nenhuma parte de nenhum outro planeta são
tão densos os véus entre o plano físico e os planos superiores. Ao entrares no teu corpo, sabias que terias
de respeitar as regras que tu mesmo ajudaste a fixar para a espécie e que estabelecerias um ponto focal
que excluiria todo o conhecimento acerca de quem és. É muito possível que tenhas pensado: «Isso não é
problema; logo me lembrarei; aliás, será apenas por umas poucas décadas!»

   E, assim, deslizaste para dentro do corpo, comprimiste-te através de um túnel diminuto e, ao chegares
a um mundo brilhante e frio, puseram-te de pernas para o ar e deram-te umas palmadas para começares a
respirar...

   Aí, foi aí, então, que desceram os véus que te levam a esquecer que és ESPÍRITO e, a partir daí,
tens passado o tempo todo tratando de te recordares quem és!

   O primeiro passo para aceder a esta recordação consiste em aceitares a responsabilidade por teres de-
cidido esquecer-te. Tenta trabalhar com a seguinte linha de pensamento:

Eu sou ESPÍRITO. Ao encarnar neste corpo, voluntariamente e com toda a minha intenção, tratei
de esquecer isso para proporcionar a mim mesmo a oportunidade de voltar a descobrir essa
verdade. Eu sou o ESPÍRITO a brincar à cabra-cega comigo mesmo. Concordei que a brincadeira
se acabaria quando recuperasse esse conhecimento. Como isso está feito, dou o jogo por findo.

Encarnei sob estas regras para que pudesse desfrutar ao descobrir a minha verdadeira natureza.
Eu sou ESPÍRITO.

   Com isto terás reclamado a tua mestria!

   Em vez de seres José da Silva, filho, cônjuge, pai, trabalhador, etc., serás o ESPÍRITO a realizar a fun-
ção de José da Silva, qualquer que ela seja. E a verdadeira função de José da Silva rapidamente se tornará
óbvia.

   Reconhece que estás aqui porque, enquanto ESPÍRITO, desejaste estar aqui. Todos vocês, conjun-
tamente, tinham ideias muito precisas acerca do que desejavam alcançar. Chegou o momento de re-
ver se estás a trabalhar nesse sentido; chegou o momento de te sintonizares com o teu eu-espírito e
de te alinhares com ele.

   Há tantas formas de incorporar o ESPÍRITO quantos os corpos que nele se pretendem incorporar. Embo-
ra cada uma dessas formas seja única, há algumas normas genéricas a todas elas. Lembra-te, porém, de
que no acto de incorporares o ESPÍRITO não te sentirás como se estivesses «no meio de fogos de artifício»;

realmente, nunca chegaste a «desincorporar-te»... por muito solitário que te tenhas chegado a sentir!
Nesses momentos, apenas te esqueceste para onde devias olhar.


Estamos agradecidos a Merlin pela seguinte forma de: