sábado, 11 de abril de 2015

ONDAS ESTACIONÁRIAS

   Quando eras mais novo, se calhar, numa das tuas brincadeiras com um amigo, experimentaram esticar
uma corda que puseste a vibrar aplicando-lhe uma pequena pancada. Com essa acção, fizeste com que
uma pequena onda deslizasse pela corda, atingisse a mão do teu amigo e regressasse a ti. O que se moveu
ao longo da corda foi energia. A corda deslocou-se para baixo e para cima, mas não ao longo do seu com-
primento.

   Se os dois tivessem feito vibrar a corda ao mesmo tempo, duas coisas poderiam ter ocorrido:

1) se ambos tivessem pulsado a corda da mesma maneira (por exemplo, de cima para baixo), conse-
   guiriam uma onda com o dobro do tamanho, a meio da corda, ou
2) se um tivessem puxado a corda para cima e o outro para baixo, as ondas interfeririam uma com a
   outra e anulavam-se.

    No primeiro caso, a interferência entre as ondas foi positiva; no segundo, foi destrutiva.

    Imagina agora uma corda mais curta, sob tensão como a de uma guitarra, que produzirá um som carac-
terístico. Se a percutires, introduzes-lhe energia bruta, a qual, naturalmente, adopta certos padrões. O
padrão mais forte é uma onda cujo comprimento é igual ao da corda, digamos: um metro. Mas outras on-
das se formarão com comprimentos equivalentes a 1/2, 1/3, 1/4, etc. do tamanho total da corda, ou seja,
50 cm, 33 cm e 25 cm, respectivamente. Estas são as chamadas ondas estacionárias que formam uma
família com base no comprimento de onda natural da corda. A combinação particular de ondas estacioná-
rias é o que confere a um instrumento o seu timbre individual ou a sua «assinatura» tonal.

    O importante acerca destas cordas vibratórias é que duas cordas idênticas, sob condições idênticas,
geram sempre a mesma onda natural e respectivas harmónicas. Se duas cordas idênticas forem colocadas
uma junto da outra, e se uma delas for percutida, gerará um campo de energia sonora que a outra capta-
rá. Se esta segunda corda estiver afinada no mesmo comprimento de onda da primeira, ressoará por sim-
patia.

    Esta ressonância é supremamente importante quando se lida com corpos de energia humanos... acerca
da qual temos muito mais a dizer antes que termine este livro!

   E, agora, tornemo-nos malabaristas: imaginemos que és o Chefe de Sobremesas de uma nave espacial e
que, indo para a cozinha, és capaz de fazer gelatina... sob gravidade zero. Nessas condições a gelatina
mantém-se perfeitamente firme, sem necessidade de qualquer contentor que lhe dê forma!

   Mas imaginemos que fazes dois tipos de gelatina, uma vermelha, outra amarela. Então, no momento
exacto que antecede a solidificação, usas a tua arte para as juntar de tal forma que se misturem só par-
cialmente, formando gelatina cor-de-laranja na zona de separação. Agora, se fizeres vibrar a gelatina
vermelha (que está por fora) dando-lhe uma pequena pancada, essa vibração irá atingir a gelatina amare-

la. Se percutires a gelatina vermelha com regularidade, formar-se-á uma onda estacionária, e a gelatina
amarela – por ter a mesma composição – ressoará com a mesma frequência.
    Imagina agora o que se passará se fores suficientemente hábil para colocar a gelatina amarela dentro
da gelatina vermelha. Como é que a gelatina amarela reagirá?

   Como acabas de descobrir uma qualidade inata dos campos, assim como o fenómeno da ressonância das
ondas estacionárias entre dois campos, é fácil responder: se um campo está afinado com a energia de uma
frequência em particular (gelatina amarela, que está por dentro), absorverá a energia de uma onda
estacionária de outro campo (gelatina vermelha, que está por fora)... e começará a vibrar a sua própria
onda estacionária!

   De fato, qualquer campo ressoa, desapaixonada e automaticamente, com a energia de um campo si-
milar que esteja por perto. Isto produz uma ressonância por simpatia... que poderá ser-lhe prejudicial se
o campo emissor vibrar de uma forma desequilibrada.

Perfeito. Agora, o que te falta fazer é aprenderes a comer gelatina num ambiente sob gravidade zero!


   Como veremos, a ressonância afeta-te de incontáveis formas, quer tu o saibas, quer não. Mas, de ago-
ra em diante, serás capaz de, conscientemente, usar estes conhecimentos como uma ferramenta para a
ascensão.