sábado, 11 de abril de 2015

O QUE É A ENERGIA?



    Tu possuis um determinado número de corpos. Estás familiarizado com um deles, o corpo físico, embo-
ra já não se passe o mesmo com o corpo emocional, o corpo mental e o corpo espiritual. Todos estes cor-
pos são compostos de energia. Esta energia, porém, não pertence ao espectro electromagnético que inte-
gra a luz, as ondas de rádio e os raios X, etc., que se mede por comprimentos de onda e que vocês bem
conhecem. Esta energia de que falo encontra-se por detrás dessa outra, por detrás daquilo a que chamas
matéria. Trata-se de uma energia que não pode ser detectada pelos instrumentos dos cientistas, porque
esses aparelhos também são feitos de matéria... e nenhum artefacto pode detectar frequências mais
elevadas do que aquelas de que é feito!

    Esta energia de frequência mais elevada é a energia da Fonte, a partir da qual derivam as diferentes
frequências da energia dessa 3ª dimensão onde estás, uma das quais, por exemplo, conheces como luz.
Embora a energia seja um contínuo, podemos pensar nela, no que diz respeito ao nosso tema, como uma
quantidade infinita de «unidades», onde cada uma delas dispõe de um tipo particular de consciência.

    Estas unidades de energia concordam em integrar esquemas de consciência de ordem muita elevada,
tais como eu mesmo ou as células do teu corpo. Esta energia é, portanto, o que eu e tu somos; é dela que
somos feitos. E o estado de alerta por ela alcançado constitui, por sua vez, a base da consciência que te-
mos acerca de nós mesmos. Como resposta, o nosso sentido de ser organiza essas unidades de energia e
fornece-lhes uma estrutura psicológica, mediante a qual elas podem expressar-se a si mesmas.

   O Universo está organizado para permitir que alguns estados de ser da energia, tais como eu mesmo,
possam desempenhar uma função. Qualquer nome que usemos faz referência à função que estamos a de-
sempenhar quando nos comunicamos com vocês e nenhum deles implica que haja qualquer identidade
dentro do ESPÍRITO. Qualquer nome que eu use tem o único propósito de ser conveniente à comunicação
com a tua mente consciente. Apesar de ter plena consciência de ser energia pura do ESPÍRITO, não me
considero possuidor de outra identidade distinta daquela que desempenho. Assim, sou a energia que, nes-
te momento, constitui o estado de ser denominado Serapis.... mas esta energia está a elevar-se e a mudar
constantemente!

   Através desta explicação facilmente poderás deduzir que a energia está dividida em oitavas: a Fonte
ocupa a oitava mais elevada e o plano físico representa a mais baixa. Eu e outros níveis do teu ser existi-
mos e desempenhamos as nossas funções nesse leque de oitavas. Imagina-as como se fossem as várias
bandas do teu rádio FM; e imagina cada ser, eu ou tu, como se fosse uma determinada estação. Cada
estação capta uma faixa diferente de frequências; cada um de nós, porém, opera em todas as bandas.

Ocupamos a mesma posição relativa em cada banda, elevando progressivamente a frequência. Para usar a
analogia de um teclado do piano, digamos que somos feitos da mesma nota relativa em cada uma das suas
sete oitavas. Se as tuas notas individuais, dentro de cada uma destas sete oitavas, fossem todas tocadas
simultaneamente, o som resultante seria a totalidade do teu ser: um som muito harmonioso!

    Nota que estas analogias estão muito longe de poder transmitir-te a realidade. Há muitas bandas e, em
cada uma delas, há um número infinito de notas. Ora, também nestes níveis vocês se mesclam permanen-
temente com outras energias para realizar certas funções. Não é somente o meu ser que está composto de
energia. Qualquer coisa que conceba manifestar-se-á através da ulterior organização das unidades de
energia: quando pretendo criar algo, seja um átomo ou uma galáxia, começo por projectar um campo
receptivo, análogo ao espaço, e logo irradio unidades de energia para o seu interior, organizadas de acor-
do com a minha intenção ou com as minhas formas de pensamento.

    A única maneira de criar algo é organizando este fornecimento ilimitado de unidades de energia, de
acordo com a intenção. Assim, não só o ser que conheço como eu mesmo, mas também tudo aquilo que
crio ou destruo, é composto de energia.

    Repito: esta energia não é nem o calor nem a luz que conheces, mas sim uma energia muito mais sub-
til... mais parecida com a energia de um dos teus pensamentos.



   Isto suscita muitas perguntas interessantes acerca das dimensões da energia, tal como, por exemplo a
natureza do espaço e do tempo.